• Giovana Quini

Direitos iguais, queremos mesmo?

O mês da mulher nos faz refletir, pensar muito em tudo que queremos. E hoje quero falar de direitos iguais... Será mesmo que queremos direitos iguais? Estamos mesmo preparadas para isso?



A mulher nos últimos anos já conquistou muita coisa. O direito de votar, de dirigir, a oportunidade de trabalhar, estudar e crescer profissionalmente e principalmente como pessoa.

Hoje a mulher é respeitada como mãe, como profissional e pode atuar em qualquer área que queira. No último domingo, dia internacional da mulher, eu estava na Avenida Paulista e presenciei algumas manifestações. Infelizmente o partidarismo político estava presente, aproveitando de um momento ímpar na vida das mulheres para levantar suas bandeiras.

Mas o que me chamou muito a atenção nesse domingo foi ver como mulheres de diversas idades falavam sobre direitos iguais. Direito de vestir o que quer, direito de ir onde quer, frequentar o lugar que quer, ser o que quiser.

Eu concordo sim que a mulher tem o poder de ser o que ela quiser. Temos o direito de estar onde quisermos e realmente batalharmos por tudo aquilo que sonhamos e desejamos.

Mas, será que queremos mesmo direitos iguais?

Em minha atuação profissional estou rodeada de mulheres todos os dias e observo muito o comportamento de muitas. Vejo que as mulheres, ao buscarem relacionamentos estão cada vez mais exigentes!

Há alguns séculos atrás (em algumas regiões podemos diminuir para décadas), uma moça se casaria com o pretendente que o seu pai escolhesse. Isso mesmo, o casamento arranjado era comum e ainda existe em algumas culturas.

Hoje, a mulher tem a livre escolha de se relacionar e até casar com quem ela queira. E acho muito bom ter essa liberdade, pois dividir uma vida com alguém não é tarefa fácil.

Observo porém, que as mulheres estão cada vez mais exigentes. O discurso é quase sempre o mesmo: querem um homem bonito, inteligente, bem humorado, bem sucedido profissionalmente, cheiroso, vaidoso na medida certa, bom filho, bem relacionado, que tenha estabilidade financeira e emocional, que seja independente, que tenha seu próprio carro, seu próprio apartamento, que seja um homem bem relacionado, educado, gentil, carinhoso, que ouça sua companheira, que a entenda, que faça surpresas, que dê presentes.... enfim, querem um homem completo, um homem perfeito!

E você, é uma mulher completa, uma mulher perfeita?

Você é uma mulher bonita, inteligente, bem humorada, bem sucedida profissionalmente, cheirosa, vaidosa na medida certa, boa filha, bem relacionada, tem estabilidade financeira e emocional, é independente, tem seu carro, seu próprio apartamento, é uma mulher bem relacionada, educada, gentil, carinhosa, ouve seu companheiro, o entende, faz surpresas, dá presentes??????

Então reflita, você quer mesmo direitos iguais?

Para estar ao lado de um homem perfeito, você tem que ser a mulher perfeita!

E isso se aplica em todas as áreas de nossa vida. Você quer um emprego perfeito? Seja a funcionária perfeita! Você quer amigos perfeitos? Seja a amiga perfeita! Você quer gentileza? Seja gentil!

Nesse sentido eu concordo e quero sim, direitos iguais! As mulheres lutam para conquistar muita coisa e merecem ter ao lado alguém que lute tanto quanto elas!

Mulheres, continuem lutando sim, para direitos iguais! Se você é uma mulher batalhadora, empoderada, que batalha, luta e conquista aquilo que você se propõe, só aceite ao seu lado um companheiro que lute tanto quanto você!

Mas não exija do outro, aquilo que você não é!


Beijos,


Gi


(Texto original publicado em 10/03/2020)


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