• Giovana Quini

Gestão de Pessoas - Uma nova visão

Um dos maiores desafios em qualquer empreendimento é a gestão de pessoas. O universo dos Recursos Humanos passou por mudanças drásticas nos últimos anos e lidar com toda essa nova tecnologia tem sido difícil par alguns gestores.



Quando falo de novas tecnologias, estou me referindo à novas maneiras de administrar os colaboradores, como Banco de Horas, horários flexíveis, home office, entre outros.

Há alguns anos atrás, o Departamento Pessoal de uma empresa, tinha a função de controlar o funcionário, o foco era no controle das regras impostas. Horário de trabalho, uso do uniforme, horários de intervalos, metas a serem alcançadas. Hoje o foco é no negócio, como a empresa está se desenvolvendo. O controle do horário deu lugar a horários flexíveis e banco de horas, onde o colaborador é estimulado a produzir mais no momento ideal.

O profissional era chamado de “empregado” ou “funcionário”, hoje é tratado como parceiro ou colaborador, mostrando assim que a relação mudou.

As empresas estão preocupadas com sua produtividade e muitos gestores estão observando que é mais lucrativo para as empresas ter uma gestão mais preocupada com a integração e a motivação do seu colaborador, do que com o controle.

Observamos que essa tendência foi trazida pelas empresas de tecnologia como Google e Facebook e hoje, inúmeras startups estão assumindo esse novo modelo de gestão e colhendo ótimos resultados.

Ter um espaço para o funcionário tomar café, fazer suas refeições com calma, ter a liberdade de trabalhar em casa em determinado projeto ou administrar as horas trabalhadas em um banco de horas, faz com que o profissional possa ter uma qualidade de vida muito melhor, o que vai refletir em sua produtividade.

Muitas empresas já incorporaram novos espaços ao ambiente profissional, como academias, salas de jogos e de descanso, proporcionando uma preocupação maior com essa qualidade de vida.

Essas empresas, com certeza, já estão colhendo os resultados positivos. A partir do momento que o colaborador é motivado, valorizado, ele irá se sentir bem e consequentemente vai trabalhar mais e trazer resultados financeiros para sua empresa.

Vemos o reflexo disso no clima organizacional, ou seja, em como as pessoas trabalham. Se felizes e motivadas ou infelize)s, tristes, amarguradas e desmotivadas. Quando o clima organizacional é ruim, o índice de absenteísmo aumenta e muito, ou seja, o número de faltas e atrasos é alto, o que traz prejuízo financeiro para a empresa.

Outro índice que difere muito conforme o clima organizacional é o volume de quebras e perdas. Quando um colaborador está infeliz e se sente desvalorizado e desmotivado, ele não irá cuidar dos equipamentos da empresa com o devido cuidado. Para ele, pouco importa de uma máquina quebrar ou se gastar demais de certo produto. Se a produção parar, para ele é até melhor, pois terá um período de descanso. Já o colaborador que veste a camisa da empresa e atua em um bom clima organizacional irá cuidar de cada equipamento como se fosse dele, pois ele quer que aquela empresa dê certo. Ele sabe que o sucesso dele está atrelado ao sucesso da empresa.

É essa nova visão de Gestão de Pessoas que as empresas devem buscar, o ganha-ganha. Quando a empresa ganha, o colaborador também ganha. Se a empresa conceder um benefício ou mostrar uma preocupação genuína com o bem-estar e o desenvolvimento do seu colaborador, com toda certeza, a empresa irá ganhar muito, em produtividade, sucesso e consequentemente, resultados financeiros.

Um beijo,


Gi


(Texto original publicado em 12/04/2019)

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