• Giovana Quini

O mundo já mudou, como se preparar?

Durante muitos anos todos nós trabalhamos em prol de uma carreira sólida e próspera. E muitos de nós a alcançamos e com isso vieram as responsabilidades e a rotina diária. Sim, a maçante rotina de que tanto reclamamos!



Acordar cedo, pegar transporte público lotado ou dirigir por um trânsito caótico, chegar no escritório e se deparar com uma rotina diária maçante de cumprir tarefas em um escritório fechado, nem sempre com profissionais que te agradam a companhia. Se alimentar mal pois restaurantes bons são caros e nem sempre sua rotina lhe permite tempo para isso. Estudar, se atualizar ou fazer um exercício físico estão sempre fora de cogitação, pois o tempo que gastamos no trajeto casa – trabalho – casa, nos toma boa parte do “tempo livre”

E com tudo isso, sua produtividade não era a esperada. Ou pelo menos estava ali, no limite.

Veio então a pandemia mundial que nos obrigou a ficarmos de quarentena. Logo, as empresas começaram a optar pelo trabalho home office, ou seja, seus funcionários passaram a produzir de casa.

E quais são as vantagens dessa nova modalidade de trabalho?

A primeira é a qualidade de vida do profissional, sem dúvida alguma! Não passar pela rotina de transitar o transporte público lotado ou dirigir pelo trânsito como comentado no início. Trabalhar de casa traz esse primeiro benefício, tempo realmente livre!

Trabalhando home office, não temos o desgaste do trajeto casa – trabalho – casa e, tanto fisicamente quanto emocionalmente, isso deixou de ser uma carga. Financeiramente, também deixou de ser um custo, seja para a empresa ou para o trabalhador.

Muitas empresas puderam notar que alguns profissionais se tornaram ainda mais produtivos! Com mais tempo em casa, se alimentando de forma mais adequada, a qualidade de vida melhorou muito e isso se reflete na produtividade.

Então, pense comigo....

A empresa tem o custo com o transporte do funcionário. A empresa tem o custo de manter um escritório, pagando aluguel, condomínio, iptu, água, luz, telefone, internet, manutenção das instalações, manutenção de equipamentos..... As despesas fixas são altas para qualquer empresa.

Durante a quarentena, a empresa observou que a produtividade do funcionário aumentou desenvolvendo suas atividades home office e, quando aumenta a produtividade, aumenta o lucro. A empresa observou também que não é necessário manter todo aquele gasto com o espaço físico, o que pode gerar uma economia mensal e consequentemente, lucro.

É claro que não estamos falando de TODAS as empresas, mas muitas estão neste exato momento passando por essa análise. Não tenho dúvida alguma, que muitas delas, após essa crise mundial passar, irá optar por ter seu quadro todo trabalhando home office – ou pelo menos boa parte dele.

Agora vamos analisar o lado do funcionário. Trabalhar de casa tem muitas vantagens, como as que já relatamos de ter mais tempo, maior qualidade de vida. Sem falar em ter mais tempo com sua família, poder investir em curso, cuidar mais da saúde com alimentação saudável e exercícios.

Tudo parece perfeito não é?

Pois não é bem assim. Nem todos profissionais irão se adaptar a essa nova realidade e o motivo é simples: falta de disciplina! Se você não tiver postura profissional, comprometimento e disciplina, o trabalho home office não é adequado a você!

Voltando para o olhar da empresa: a economia no home office é visível. Então a opção será essa. Mas, e se o profissional não se adaptar? Ele será DEMITIDO!

É mais barato para a empresa, demitir um funcionário e admitir outro que se adapte à nova realidade do que manter um escritório com todas as despesas que falamos... Acredito que haverá um período de adaptação e treinamento para isso, mas quem não se reinventar, pode se preparar para buscar uma nova colocação.

Então, não é hora de se desesperar, mas sim de se reinventar. Se preparar para esse novo cenário, se preparar para ser esse novo profissional que o mundo precisa.

Nas próximas colunas vou trazer dicas práticas de como se preparar para esse novo mercado de trabalho!

Beijos,


Gi


(Texto original publicado em 12/05/2020)

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